Dissertação - Shirley Denisse Ccori Ponce

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Potencial da biomassa de Phaffia rhodozyma NRRL Y-17268 para aplicação em formulações alimentícias

Autor: Shirley Denisse Ccori Ponce (Currículo Lattes)

Resumo

Leveduras carotenogênicas despertam interesse industrial na substituição de corantes sintéticos especialmente no ramo confeiteiro como bala de goma, devido a corantes químicos que são considerados genotóxicos e ocasionam problemas à saúde. Entre essas alternativas se encontra Phaffia rhodozyma, levedura reconhecida como GRAS (Generally Recognized as Safe), que se destaca pela produção de carotenoides intracelulares, como astaxantina, -caroteno, e outros bioprodutos. Contudo, a aplicação dos seus metabólitos ainda é pouco explorada, devido às lacunas técnicas, tais como: A conservação da biomassa de forma sustentável e eficiente, o pouco conhecimento sobre a composição da parede celular da levedura e a disponibilidade de meios de cultivo de baixo custo. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a biomassa de P.rhodozyma como potencial substituto de corantes alimentares sintéticos, bem como avaliar sua composição. Para isso a levedura foi cultivada em biorreator de bancada de 5L com 100 g. L- 1 de melaço de soja, coproduto agroindustrial, logo após a biomassa foi seca em leito de jorro com uma temperatura de entrada de ar de 95ºC e saída de 65ºC, e taxa de alimentação de 0,2 kg. h- 1. A biomassa foi caracterizada quanto sua composição centesimal, FTIR, estabilidade da cor e recuperação de carotenoides com o tempo de armazenagem. A extração do óleo por Bligh e Dyer, sua caracterização quanto ao perfil de ácidos graxos e parâmetros físico-químicos foi realizada. Para aplicação em balas de goma foram feitas 3 formulações: com biomassa seca integral, com extrato etanólico a partir da biomassa seca e com adição de - caroteno comercial, as quais foram avaliadas quanto a cor, recuperação de carotenoides e composição centesimal. Assim, em 144h de cultivo foi obtido 12,59 g·L¹ de biomassa, com 1941,97 µg·L¹ de astaxantina e 1081,67 µg·L¹ de -caroteno. A secagem por leito de jorro foi a mais eficiente para conservação e recuperação de carotenoides atingindo umidade de 3,9% e perda de cor inferior a 12% após 90 dias de armazenamento sob refrigeração(4ºC). A biomassa seca apresentou lipídeos (34,9%), proteínas (23,3%) e carboidratos (37,0%) O óleo microbiano extraído apresentou perfil graxo majoritariamente com 67,0 % de ácido oleico. Na aplicação da bala de goma a biomassa integral resultou em coloração intensa e estável com 0,61 µg·g¹ de astaxantina e 0,41 µg·g¹ de -caroteno, a textura foi adequada similar com balas de goma comerciais e a composição centesimal apresentou grande potencial como suplemento alimentar. Com isso a biomassa de P. rhodozyma possui grande potencial nutricional, técnico e sustentável na aplicação de bala de goma a base de gelatina como corante alimentício, podendo torná-la funcional.

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Palavras-chave: Ciência de alimentosLevedurasBiomassaPhaffia rhodozymaLeveduras carotenogênicasÓleos microbianosCorantes alimentíciosCorante naturalBala de gomaPigmentos bioativosCompostos termossensíveis